sábado, 25 de janeiro de 2014

Divino

Hoje acordei com os olhos nas estrelas, o frio me acolheu, o vento me acariciou e a água da chuva me fez sorrir e levantar. Hoje o velho ganhou uma pena, o jovem ganhou um lápis e ambos escreveram o mesmo livro. Hoje o pai beija o rosto do filho e o presenteia com o afago da ternura do seu amor incondicional. Hoje a mãe enfrenta todos os monstros do seu filho, o esconde dos seus próprios medos e dúvidas e diz que está tudo bem. Hoje o estranho do lado limpa suas lágrimas, a estranha do lado beija o seu rosto e uma menina faz com que sorria por simples retribuição. Hoje um livro antigo revela tudo o que é preciso saber. O vento acalma, a chuva acalma, os olhos fecham novamente. A noite se faz dia, o céu se faz presente. Hoje um homem por amor oferece sua vida a um desconhecido. Uma voz canta, um violão toca, um teclado chora todas as suas felicidades. Sorrir já não é impossível pela verdade, nem obrigação ou conveniência, mas consequência do amor que voa em panapaná. Que tudo seja repetitivo como o hoje.

(escrito no dia 14/10/2013)

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